O Porto também é #trás-os-montes

Como boa patriota que sou nunca seria capaz de renegar a minha “costela transmontana”.. os últimos dia levaram-me a uma visita infeliz e inesperada à aldeia onde nasceu o meu pai: Mascarenhas.

Pertencente ao concelho de Mirandela no coração de trás-os-montes, esta freguesia ainda conserva uma população de cerca de 500 habitantes (dados dos Censos 2011) o que contraria um pouco a tendência da maioria da aldeias portuguesas que têm vindo ver o seu destino aproximar-se do isolamento e desertificação.

Apesar de ter perdido há muito parte da sua actividade e juventude, Mascarenhas ainda conserva o espírito invejável dos transmontanos, a simpatia, hospitalidade, solidariedade… Passar na rua logo pela manha e avistar rostos afáveis que nos cumprimentam, fazendo-nos sentir felizes com a retribuição que lhes damos, é uma experiência que não tinha há muito tempo.

As paisagens, as pessoas e as delicias gastronómicas de trás-os-montes são maravilhosas e penso que até hoje influenciam os modos de vida dos habitantes do Norte do país tornando-os autênticos e inimitáveis.  Recomendo a todos uma visita pelo magnifico património histórico que nos oferecem estas aldeias do Nordeste Transmontano esperando, eu própria, brevemente poder voltar.

 

20140214_130402

20140214_123234-001

20140214_123308

20140214_123328

20140214_123357

20140214_123445

20140214_123500

20140214_123513

20140214_123740

20140214_123952

20140214_123959

20140214_130345

Do Porto com Amor,

Catarina.

 

 

#inspiration

Saudades

Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?…
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração! 

Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca, in “Livro de Sóror Saudade”

A tempestade Stephanie e as Queijadinhas de domingo à tarde

Enquanto a cidade do Porto aguarda com alguma consternação a aproximação da tempestade Stephanie, há que recolher ao conforto doméstico e aproveitar para ressuscitar  uma iguaria retirada do livro de receitas old style da minha mãe.

DSC_0055

As queijadinhas eram convidadas habituais em todas as festas de aniversário infantis da família; já não seria a mesma coisa se a avó não trouxesse os doces tradicionais destas ocasiões dos quais confesso ter tido sempre uma especial afeição pelas queijadinhas de leite.

Apesar de pertencer ao espólio secreto de receitas da família, a minha confessa admiração pelos leitores mais fieis, obriga-me a ceder a receita para que possam também experimentar umas das protagonistas da doçaria tradicional portuguesa.

Queijadinhas

Ingredientes

| 375g de açúcar (eu costumo roubar 50g mas a receita original diz 375g de açúcar)

| 50g de margarina (Derretida)

| 3 ovos inteiros

| 100g de farinha

| 1/2l de leite

Confecção:

Liga-se o forno nos 250º.

Derrete-se a manteiga e seguidamente junta-se ao açúcar e bate-se. Continuando a bater, juntam-se os ovos um a um e seguidamente a farinha finalizando com o leite.

Coloca-se no forno previamente aquecido e reduz-se a temperatura para os 200º. Retiram-se quando estiverem bem douradinhas.

DSC_0048

DSC_0056

DSC_0062

DSC_0069

Espero que estas imagens se revelem inspiradoras e que inundem os sentidos, aconselho um chá para acompanhar.

Do Porto com Amor,

Catarina.

O Porto na Música

Como várias em várias outras áreas o Porto distingue-se também na área da música, como sendo a incubadora de grandes e inspiradores talentos musicais.

Uma das minhas bandas de eleição desde há vários anos foi gerada pela nossa cidade e e nela bebe inspiração até hoje.

Os Azeitonas, dispensando as típicas apresentações, representam um verdadeiro ícone musical que acompanhou a minha juventude praticamente desde o lançamento do seu primeiro álbum que se tele-transportou automaticamente para o meu Ipod e de onde, até hoje, só saiu quando o ipod foi substituído.

Recentemente lançaram um novo tema “Tonto de ti” que pulou de imediato para as playlists de várias rádios e ipods em todo o país. Partilho convosco este tema que retrata muito bem a forma de viver apaixonada dos portuenses.

Como quando o Porto perde em casa
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar

Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar

E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.

Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar

Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar

E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.

E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.

Do Porto com Amor,

Catarina.