É Queima

Em época de Queima das Fitas toda a cidade se transforma e inunda de cores. É tempo de euforia, nostalgia.. A mais pura panóplia de sentimentos que já tive oportunidade de experimentar.
E é por toda a inocência e liberdade que já vivi nesta época em tempos idos, que não posso deixar de fazer uma sincera homenagem à Saudade. Palavra que, por variadíssimos motivos, tem dominado os meus pensamentos nos últimos dias.
A todos os que vivem hoje estes dias, recomendo que os apreciem e disfrutem em toda a sua essência porque mesmo os futuros momentos de felicidade extrema que nos estão reservados, nunca apagarão a Saudade que iremos sempre sentir desta etapa de vida insubstituivel.

 

Do Porto com Amor, Catarina.

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O Porto na Música

Como várias em várias outras áreas o Porto distingue-se também na área da música, como sendo a incubadora de grandes e inspiradores talentos musicais.

Uma das minhas bandas de eleição desde há vários anos foi gerada pela nossa cidade e e nela bebe inspiração até hoje.

Os Azeitonas, dispensando as típicas apresentações, representam um verdadeiro ícone musical que acompanhou a minha juventude praticamente desde o lançamento do seu primeiro álbum que se tele-transportou automaticamente para o meu Ipod e de onde, até hoje, só saiu quando o ipod foi substituído.

Recentemente lançaram um novo tema “Tonto de ti” que pulou de imediato para as playlists de várias rádios e ipods em todo o país. Partilho convosco este tema que retrata muito bem a forma de viver apaixonada dos portuenses.

Como quando o Porto perde em casa
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar

Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar

E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.

Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar

Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar

E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.

E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.

Do Porto com Amor,

Catarina.

Bamba Social @ Baixaria

E ontem descobri que há vida no Porto à quinta feira à noite.. assim mesmo tipo sábado  [não sei se estão a perceber…]

Foi maravilhoso descobrir este grupo Bamba Social ontem à noite no Baixaria. A recolha fotográfica revelou-se impossível devido ao aglomerado de pessoas que se encontrava completamente inebriado pela batida. Deixo-vos o único vídeo que encontrei, mas já deixa um cheirinho do que poderão conhecer quando se cruzarem com estes meninos.

Consultem também aqui a página do Facebook da Bamba Social para saberem por onde eles vão andar..

Adorei, obrigada A.

Do Porto com Amor,

Catarina.

Homenagem a um grande Portuense, um grande Português, um liberal_Francisco Sá Carneiro

Nascido no Porto a 19 de Julho de 1934, Sá Carneiro veio a falecer no dia 4 de Dezembro de de 1980, numa viagem de avião de regresso à sua cidade, em condições que ficarão para sempre por apurar. Era então Primeiro-Ministro de Portugal

Um homem que defendeu os seu ideais, sempre com o pulso e a teimosia de quem sabia ter sempre razão. Um liberal? Aquando da sua entrevista dada à «REPÚBLICA» em 15-12-1971 conduzida por Jaime Gama, diz: (EXTRACTOS)

R: A primeira pergunta que lhe queria fazer corresponde a uma questão posta por várias pessoas – é um liberal?

SC: Se se entende por liberal todo aquele que acha indispensável que qualquer solução política respeite as liberdades e os direitos fundamentais da pessoa humana, sou efectivamente um liberal. Se, por outro lado, se limita a concepção de liberalismo ao campo exclusivamente económico e se tem como liberal aquele que preconiza a abstenção do poder político em relação ao campo económico e ao campo social, nesse sentido não sou liberal.

Um homem com um perfil inspirador, católico defensor da família e do amor, adormeceu há 33 anos e com ele adormeceu um país que até hoje nunca mais vivenciou um sentimento de esperança tão valioso como o que prevalecia à data da sua morte.

Deixou-nos um espólio riquíssimo de momentos, discursos e frases que devemos transportar para os nossos dias, reflectindo na sua capacidade visionária de avaliação da realidade e que cada vez mais me leva a crer que não aconteceu por acaso…

A intervenção activa é a única possibilidade que temos de tentar passar do isolamento das nossas ideias e das teorias das nossas palavras à realidade da actuação prática, sem a qual as ideias definham e as palavras se tornam ocas. Trata-se, portanto, de um direito e de um dever que nos assiste como simples cidadãos, pelo qual não nos devemos cansar de lutar e ao qual não nos podemos esquivar de corresponder. 

Francisco Sá Carneiro

Do Porto com Amor,
Catarina.